quinta-feira, 28 de junho de 2012

Paulaner Hefe-Weißbier Naturtrüb


Procedência: Alemanha
Teor alcoólico: 5,5% vol.
Descrição no rótulo: cerveja.
Ingredientes: água, maltes de trigo e cevada, levedura, lúpulo.
Recipiente: garrafa (500 mL)
Vai bem com: frutas, sobremesas doces, frutos do mar e saladas.
Onde foi comprada: Extra Mauá Plaza Shopping
Preço: R$9,89

Minha opinião: uma das weiss mais escuras que já tomei, mais até do que a Erdinger Urweisse. A cor é bem parecida com a da foto, âmbar, bastante opaca. A espuma é densa, amarela clara, e persistente. O sabor é muito agradável, bem pouco agressivo, apesar de o álcool aparecer um pouco mais do que nas "concorrentes". O amargor é quase imperceptível. Tanto no aroma quanto no sabor, o que mais aparece são traços de banana e um pouco do azedinho característico da levedura, principalmente no final.

Esta foi a primeira Paulaner que tomei. Não surpreendeu muito, a não ser pela cor. Mas é uma boa cerveja, equilibrada, saborosa e aromática, com bom custo-benefício.

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domingo, 3 de junho de 2012

Petra Schwarzbier


Procedência: Brasil
Teor alcoólico: 6,2% vol.
Descrição no rótulo: Cerveja preta forte de baixa fermentação, com álcool.
Ingredientes: água, malte de cevada, cereais não malteados, carboidratos, lúpulo, corante de caramelo (INS 150c),  antioxidante INS 316 e estabilizante INS 405.
Recipiente: garrafa (500 mL)
Vai bem com: carnes vermelhas em geral, grelhadas ou defumadas.
Onde foi comprada: Coop Ribeirão Pires
Preço: R$7,89

Minha opinião: forma uma espuma bege muito bonita, de média–longa duração, sobre um líquido marrom escuro bastante opaco. O aroma, suave demais, deixou um pouco a desejar, na minha opinião. O sabor tem início doce, lembrando chocolate e café. O final é mais amargo, com um quê metálico.

Esta é a segunda vez que provo a Petra Schwarzbier. A primeira experiência foi com o barril de 5 L. Nessa versão, a cerveja apresentou-se mais cremosa e mais aromática. Na garrafa de vidro, reforço a opinião que dei no post da Eisenbahn Dunkel: é boa, mas o custo-benefício não vale a pena.

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terça-feira, 29 de maio de 2012

Edelweiss Hefetrüb Weißbier


Procedência: Áustria
Teor alcoólico: 5,3% vol.
Descrição no rótulo: Cerveja de trigo
Ingredientes: água, malte de trigo, malte de cevada, lúpulo e levedura.
Recipiente: garrafa (500 mL)
Vai bem com: frutas, sobremesas doces, frutos do mar e saladas.
Onde foi comprada: Carrefour da Rua Oratório, Santo André.
Preço: R$9,79

Minha opinião: no copo, líquido dourado escuro e opaco. Espuma amarela clara e cremosa, de média duração, que vira uma fina camada perene sobre a cerveja após alguns minutos. O aroma é suave e agradável, docinho. A Edelweiss surpreendeu no sabor: mais carbonatada e mais amarga que as weissbiers comuns. As notas de banana e especiarias aparecem, mas em menor quantidade do que eu esperava. O final é relativamente seco e o retrogosto é longo, com presença do azedinho da levedura.

Esta foi a primeira vez que provei a Edelweiss e gostei bastante. É uma cerveja com custo médio e diferente das weiss "canônicas", como a Erdinger. Recomendo. (:

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sábado, 26 de maio de 2012

Eisenbahn Pilsen


Procedência: Brasil
Teor alcoólico: 4,8% vol.
Descrição no rótulo: Cerveja puro malte tipo pilsen.
Ingredientes: água, malte e lúpulo.
Recipiente: long neck (355 mL)
Vai bem com: "peixes delicados, crustáceos, queijos leves e comidas condimentadas.
Onde foi comprada: Coop Ribeirão Pires
Preço: R$4,49

Minha opinião: líquido dourado escuro, translúcido, com pouca espuma branca e de média duração. Tem aroma bem suave de lúpulo e sabor igualmente suave, com amargor predominante. O malte aparece mais pro final, evitando assim que o retrogosto seja agressivo ou aguado.

Gostei da Eisenbahn Pilsen quase tanto quanto da Natural; acho que só ficou para trás em relação ao aroma, mais fraco do que o esperado. Ambas são também boas alternativas a quem quiser tomar uma lager diferente das de maior saída nos mercados mas que não venham carregadas de DMS (minhas últimas experiências, com uma Sul Americana e uma Therezópolis Gold, não foram muito agradáveis por isso) e com preço acessível (as cervejas em long neck da Eisenbahn normalmente custam entre R$4,00 e R$6,00 nos mercados e até R$15,00 nos bares).

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Therezópolis Gold


Procedência: Brasil
Teor alcoólico: 5,0% vol.
Descrição no rótulo: Cerveja puro malte tipo lager premium.
Ingredientes: água, malte, lúpulo, antioxidante INS 316 e estabilizante INS 405.
Recipiente: garrafa (600 mL)
Vai bem com: frutos do mar, saladas, queijos de massa filada etc.
Onde foi comprada: Extra Mauá Plaza Shopping
Preço: R$6,99

Minha opinião: cerveja bonita, dourada clara, translúcida, encimada por uma espuma branca, pouco densa e com curta–média duração. Aroma gostoso de lúpulo ― infelizmente misturado com um pouco de DMS ― logo ao abrir a garrafa. O sabor é bem suave, quase aguado: pouco ou nenhum amargor, com carbonatação média. Nos primeiros goles, senti um toque metálico no final. O retrogosto dela é bem discreto.

Percebe-se que esta é uma cerveja de pouca complexidade, para ser tomada bem gelada, acompanhando um churrasco ou alguma porção. Acho que a Therezópolis Gold está um pouco acima da média das cervejas lager que encontramos nos mercados para esta finalidade, mas não tem um custo-benefício bom. Exemplo: hoje a Heineken, no mesmo mercado, estava custando pouco mais de R$6,50 por litro, na versão long neck, enquanto que a Therezópolis, nesta versão 600 mL, sai por mais de R$11,00/L. Isso falando só de preço. A qualidade é algo mais subjetivo, mas eu, particularmente, não a compraria como "arroz-e-feijão".

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Baden Baden Bock


Procedência: Brasil
Teor alcoólico: 6,5% vol.
Descrição no rótulo: Cerveja forte escura tipo bock.
Ingredientes: água, malte, açúcar mascavo, extrato de malte, lúpulo, estabilizante INS 405 e antioxidante INS 316.
Recipiente: garrafa (600 mL)
Vai bem com: "carnes vermelhas, pratos com funghi e queijos como gorgonzola e parmesão."
Onde foi comprada: Coop Ribeirão Pires
Preço: R$10,99

Minha opinião: no copo, forma boa espuma bege, que após alguns minutos deixa uma camada perene sobre o líquido marrom bem escuro. O aroma é predominantemente doce, com um quê de torrefação. O sabor me lembrou levemente chocolate amargo e toffee. O final é suave, sem ficar marcado no paladar por muito tempo.

As cervejas bock são conhecidas como cervejas de inverno, para serem tomadas mais quentes e para "encherem a barriga", ou seja, sustentarem a gente no frio. Para representar com muita fidelidade o estilo, só faltou esta Baden Baden ser mais encorpada. Normalmente as outras são tomadas a mais ou menos 10° C, mas a temperatura de serviço recomendada para este rótulo é de 5° a 7° C, justamente por ser mais suave e mais próxima das cervejas de baixa fermentação do que suas similares. 

Conclusão: a Baden Baden é uma boa cerveja, equilibrada em seu conjunto. Mas, para quem quer uma bock mais "legítima", não é a ideal.

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domingo, 22 de abril de 2012

Anderson Valley Brother David's Triple


Procedência: Estados Unidos da América
Teor alcoólico: 10% vol.
Descrição no rótulo: Cerveja ale de abadia.
Ingredientes: água, malte, lúpulo e levedura.
Recipiente: garrafa (650 mL)
Vai bem com: carnes magras e temperadas, conservas e saladas.
Onde foi comprada: Asgard Pub, Santo André.
Preço: por volta de R$45,00

Minha opinião: no copo, forma espuma densa, levemente amarelada, de média duração. Líquido avermelhado, um pouco opaco. Tem um aroma fresco, com notas de caramelo que lembram a Murphy's Irish Red. O álcool é bastante presente tanto no aroma quanto no sabor, chegando a ser mal inserido. O sabor tem predominância de dulçor e álcool, o que infelizmente deixa um pouco de lado outros traços da bebida. O final é bastante longo.

A Anderson Valley procurou reproduzir o estilo típico das abadias belgas, mas há certas "falhas". As trippel normalmente possuem um conjunto complexo de aromas e sabores, e nisso a Brother David's erra um pouco a mão. O álcool e o açúcar em evidência encobrem o conjunto, o que a torna desequilibrada. 

No Brasil é normalmente vendida na faixa de R$40–R$55. Por este preço, acredito que a brasileira Wäls Trippel e as belgas Tripel Karmeliet e Westmalle Tripel tenham um custo-benefício melhor.

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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Colorado Vixnu


Procedência: Brasil
Teor alcoólico: 9,5% vol.
Descrição no rótulo: Cerveja escura forte ― I.P.A. Imperial
Ingredientes: água, malte de cevada, açúcar de origem vegetal, lúpulo e fermento.
Recipiente: garrafa (600 mL)
Vai bem com: queijos azuis e carnes suaves, como cordeiro, vitela etc.
Onde foi comprada: Asgard Pub, Santo André.
Preço: R$25,00

Minha opinião: creme clarinho, quase branco, persistente, sobre um líquido acobreado. O aroma é frutado e muito fresco, com lúpulo evidente. No sabor, o malte aparece trazendo equilíbrio para o lúpulo. O final é muito longo.

A Vixnu é uma cerveja encorpada, que se impõe do início ao fim, mas não é grosseira. Tem detalhes delicados, como os traços de acidez no aroma e o ótimo contraponto entre a secura aromática do lúpulo e o dulçor e corpo do malte associados ao açúcar mascavo; tudo isso faz dela uma bebida equilibrada que recomendo a todos que gostam de boa cerveja.

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Chimay Red Cap


Procedência: Bélgica 
Teor alcoólico: 7% vol.
Descrição no rótulo de importação: Cerveja tipo ale.
Ingredientes: água, malte, lúpulo, polpa de fruta e leveduras.
Recipiente: garrafa (330 mL)
Vai bem com: carnes fortes e legumes com molhos picantes e/ou salgados.
Onde foi comprada: Asgard Pub, Santo André.
Preço: R$17,90

Minha opinião: forma uma espuma amarelada, bastante encorpada. O líquido é ligeiramente turvo, vermelho escuro. Tem um aroma bem frutado, com notas evidentes de banana e algo cítrico, com traços de torrefação. O sabor é equilibrado, nem doce nem amargo demais, seguindo as nuances do aroma. O final é bem seco e duradouro.

É classificada no mesmo estilo que a Leffe Brune, mas não associei uma à outra imediatamente. Acho que a Chimay Red é mais fiel ao estilo, uma dubbel menos agressiva e mais complexa.

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terça-feira, 10 de abril de 2012

Birra Moretti


Procedência: Itália
Teor alcoólico: 4,6% vol.
Descrição no rótulo de importação: Cerveja Tipo Lager.
Ingredientes: água, malte, cereais não maltados e lúpulo.
Recipiente: long neck (330 mL)
Vai bem com: frutos do mar, saladas, queijos de massa filada etc.
Onde foi comprada: Carrefour da Rua Oratório, Santo André.
Preço: R$4,90

Minha opinião: no copo, forma uma espuma branca, alta e de média–longa duração. O líquido é dourado translúcido, bonito. O aroma é gostoso, bem fresco. O sabor também, com final até que bem seco.

Esta é a segunda vez que tomo a Moretti. Minha opinião sobre ela é a de que é na Itália o que são a Heineken nos Países Baixos e a Stella na Bélgica: não é uma bebida que se destaca porque, apesar de não ter defeitos aparentes, tampouco tem qualidades únicas. Ela cumpre seu papel de cerveja leve, refrescante e agradável de se beber.

Aqui no Brasil, onde se anda vendendo o arroz-com-feijão de outros países como se fosse o suprassumo das cervejas, ela até tem cara de sofisticada, mas eu a vejo como uma lager comum com custo-benefício alto. Vale pela experiência, mas não é algo que eu compraria com frequência quando há outras opções semelhantes ou melhores e com preços mais baixos.