terça-feira, 28 de agosto de 2012

Eisenbahn 10 Anos


Procedência: Brasil
Teor alcoólico: 7,2% vol.
Descrição no rótulo: cerveja forte clara tipo Doppel Bock
Ingredientes: Chopp Eisenbahn (água, malte e lúpulo), açúcar e antioxidante INS 220.
Recipiente: garrafa (375 mL)
Vai bem com: carnes adocicadas e/ou defumadas, refogas etc.
Onde foi comprada: Pão de Açúcar da Rua Prof. Serafim Orlandi, São Paulo.
Preço: R$18,90

Minha opinião: o líquido é opaco de cor âmbar. No copo, forma creme denso e de longa duração, que desprende um aroma doce e cítrico. O sabor tem um azedinho característico, onde o dulçor do malte e o amargor do lúpulo aparecem de leve, bem como um leve amadeirado (segundo o rótulo, ela é filtrada com lascas de carvalho). O final é suave sem ser aguado: marca o paladar, mas não chega a ser incômodo.

No geral, achei que é uma cerveja boa, complexa no sabor e no aroma, com ótimo custo-benefício. Acredito que muitos não gostarão dela pelo fato de fugir um pouco ao estilo em que se classifica e por chegar a ser desequilibrada, com as notas frutadas e amadeiradas chegando a encobrir as nuances esperadas de lúpulo e principalmente malte. Eu, particularmente, gostei. :)

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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Kirin Ichiban


Procedência: Japão (produzida nos EUA)
Teor alcoólico: 5,0% vol.
Descrição no rótulo: Cerveja importada.
Ingredientes: água, malte de cevada, lúpulo, levedura, amido de milho e arroz.
Recipiente: long neck (355 mL)
Vai bem com: comida japonesa em geral. 
Onde foi comprada: Japan House, São Bernardo do Campo.
Preço: R$9,40

Minha opinião: tem uma cor dourada clara, translúcida. Forma creme branco, de curta duração, que desprende um aroma agradável, fresco e ao mesmo tempo doce. No paladar, o amargor do lúpulo fica em segundo plano. O arroz aparece bem de leve. O final é bastante suave, mas sem ser aguado.

No geral, é uma cerveja equilibrada, deve agradar a quem gosta do estilo. Quando cheguei em casa e vi no rótulo que a validade estava chegando ao fim, já fui esperando uma lager cheia de DMS, com má formação de espuma etc., mas me surpreendi: ela se apresentou em ótimas condições, muito melhores do que as de outras cervejas mal armazenadas que já comprei. Acompanhou muito bem uma porção de gyoza com shoyu e wasabi. :)

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terça-feira, 10 de julho de 2012

Bavaria 8.6 Red


Procedência: Holanda
Teor alcoólico: 7,9% vol.
Descrição na lata: Special Red Beer
Ingredientes: água mineral natural, malte de cevada, trigo e lúpulo.
Recipiente: lata (500 mL)
Vai bem com: sobremesas doces, saladas de frutas.
Onde foi comprada: Asgard Pub, Santo André.
Preço: R$12,90

Minha opinião: no copo, formou uma espuma densa, amarela clara e bastante persistente, sobre um líquido vermelho escuro translúcido. O aroma é predominantemente de cereja em calda com traços de caramelo, assim como o sabor. A textura é muito parecida com a da irmã 8.6 Blond, encorpada. O álcool é um pouco evidente, mas nada que prejudique a experiência. Tanto no sabor quanto no aroma, o lúpulo é bem tímido, por isso o final quase não é amargo.

É uma boa cerveja para quem gosta de bebidas doces, mas pode ser enjoativa para quem prefere as mais amargas. Ótimo custo-benefício para os que, como eu, fazem parte do primeiro grupo.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Paulaner Hefe-Weißbier Naturtrüb


Procedência: Alemanha
Teor alcoólico: 5,5% vol.
Descrição no rótulo: cerveja.
Ingredientes: água, maltes de trigo e cevada, levedura, lúpulo.
Recipiente: garrafa (500 mL)
Vai bem com: frutas, sobremesas doces, frutos do mar e saladas.
Onde foi comprada: Extra Mauá Plaza Shopping
Preço: R$9,89

Minha opinião: uma das weiss mais escuras que já tomei, mais até do que a Erdinger Urweisse. A cor é bem parecida com a da foto, âmbar, bastante opaca. A espuma é densa, amarela clara, e persistente. O sabor é muito agradável, bem pouco agressivo, apesar de o álcool aparecer um pouco mais do que nas "concorrentes". O amargor é quase imperceptível. Tanto no aroma quanto no sabor, o que mais aparece são traços de banana e um pouco do azedinho característico da levedura, principalmente no final.

Esta foi a primeira Paulaner que tomei. Não surpreendeu muito, a não ser pela cor. Mas é uma boa cerveja, equilibrada, saborosa e aromática, com bom custo-benefício.

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domingo, 3 de junho de 2012

Petra Schwarzbier


Procedência: Brasil
Teor alcoólico: 6,2% vol.
Descrição no rótulo: Cerveja preta forte de baixa fermentação, com álcool.
Ingredientes: água, malte de cevada, cereais não malteados, carboidratos, lúpulo, corante de caramelo (INS 150c),  antioxidante INS 316 e estabilizante INS 405.
Recipiente: garrafa (500 mL)
Vai bem com: carnes vermelhas em geral, grelhadas ou defumadas.
Onde foi comprada: Coop Ribeirão Pires
Preço: R$7,89

Minha opinião: forma uma espuma bege muito bonita, de média–longa duração, sobre um líquido marrom escuro bastante opaco. O aroma, suave demais, deixou um pouco a desejar, na minha opinião. O sabor tem início doce, lembrando chocolate e café. O final é mais amargo, com um quê metálico.

Esta é a segunda vez que provo a Petra Schwarzbier. A primeira experiência foi com o barril de 5 L. Nessa versão, a cerveja apresentou-se mais cremosa e mais aromática. Na garrafa de vidro, reforço a opinião que dei no post da Eisenbahn Dunkel: é boa, mas o custo-benefício não vale a pena.

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terça-feira, 29 de maio de 2012

Edelweiss Hefetrüb Weißbier


Procedência: Áustria
Teor alcoólico: 5,3% vol.
Descrição no rótulo: Cerveja de trigo
Ingredientes: água, malte de trigo, malte de cevada, lúpulo e levedura.
Recipiente: garrafa (500 mL)
Vai bem com: frutas, sobremesas doces, frutos do mar e saladas.
Onde foi comprada: Carrefour da Rua Oratório, Santo André.
Preço: R$9,79

Minha opinião: no copo, líquido dourado escuro e opaco. Espuma amarela clara e cremosa, de média duração, que vira uma fina camada perene sobre a cerveja após alguns minutos. O aroma é suave e agradável, docinho. A Edelweiss surpreendeu no sabor: mais carbonatada e mais amarga que as weissbiers comuns. As notas de banana e especiarias aparecem, mas em menor quantidade do que eu esperava. O final é relativamente seco e o retrogosto é longo, com presença do azedinho da levedura.

Esta foi a primeira vez que provei a Edelweiss e gostei bastante. É uma cerveja com custo médio e diferente das weiss "canônicas", como a Erdinger. Recomendo. (:

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sábado, 26 de maio de 2012

Eisenbahn Pilsen


Procedência: Brasil
Teor alcoólico: 4,8% vol.
Descrição no rótulo: Cerveja puro malte tipo pilsen.
Ingredientes: água, malte e lúpulo.
Recipiente: long neck (355 mL)
Vai bem com: "peixes delicados, crustáceos, queijos leves e comidas condimentadas.
Onde foi comprada: Coop Ribeirão Pires
Preço: R$4,49

Minha opinião: líquido dourado escuro, translúcido, com pouca espuma branca e de média duração. Tem aroma bem suave de lúpulo e sabor igualmente suave, com amargor predominante. O malte aparece mais pro final, evitando assim que o retrogosto seja agressivo ou aguado.

Gostei da Eisenbahn Pilsen quase tanto quanto da Natural; acho que só ficou para trás em relação ao aroma, mais fraco do que o esperado. Ambas são também boas alternativas a quem quiser tomar uma lager diferente das de maior saída nos mercados mas que não venham carregadas de DMS (minhas últimas experiências, com uma Sul Americana e uma Therezópolis Gold, não foram muito agradáveis por isso) e com preço acessível (as cervejas em long neck da Eisenbahn normalmente custam entre R$4,00 e R$6,00 nos mercados e até R$15,00 nos bares).

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Therezópolis Gold


Procedência: Brasil
Teor alcoólico: 5,0% vol.
Descrição no rótulo: Cerveja puro malte tipo lager premium.
Ingredientes: água, malte, lúpulo, antioxidante INS 316 e estabilizante INS 405.
Recipiente: garrafa (600 mL)
Vai bem com: frutos do mar, saladas, queijos de massa filada etc.
Onde foi comprada: Extra Mauá Plaza Shopping
Preço: R$6,99

Minha opinião: cerveja bonita, dourada clara, translúcida, encimada por uma espuma branca, pouco densa e com curta–média duração. Aroma gostoso de lúpulo ― infelizmente misturado com um pouco de DMS ― logo ao abrir a garrafa. O sabor é bem suave, quase aguado: pouco ou nenhum amargor, com carbonatação média. Nos primeiros goles, senti um toque metálico no final. O retrogosto dela é bem discreto.

Percebe-se que esta é uma cerveja de pouca complexidade, para ser tomada bem gelada, acompanhando um churrasco ou alguma porção. Acho que a Therezópolis Gold está um pouco acima da média das cervejas lager que encontramos nos mercados para esta finalidade, mas não tem um custo-benefício bom. Exemplo: hoje a Heineken, no mesmo mercado, estava custando pouco mais de R$6,50 por litro, na versão long neck, enquanto que a Therezópolis, nesta versão 600 mL, sai por mais de R$11,00/L. Isso falando só de preço. A qualidade é algo mais subjetivo, mas eu, particularmente, não a compraria como "arroz-e-feijão".

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Baden Baden Bock


Procedência: Brasil
Teor alcoólico: 6,5% vol.
Descrição no rótulo: Cerveja forte escura tipo bock.
Ingredientes: água, malte, açúcar mascavo, extrato de malte, lúpulo, estabilizante INS 405 e antioxidante INS 316.
Recipiente: garrafa (600 mL)
Vai bem com: "carnes vermelhas, pratos com funghi e queijos como gorgonzola e parmesão."
Onde foi comprada: Coop Ribeirão Pires
Preço: R$10,99

Minha opinião: no copo, forma boa espuma bege, que após alguns minutos deixa uma camada perene sobre o líquido marrom bem escuro. O aroma é predominantemente doce, com um quê de torrefação. O sabor me lembrou levemente chocolate amargo e toffee. O final é suave, sem ficar marcado no paladar por muito tempo.

As cervejas bock são conhecidas como cervejas de inverno, para serem tomadas mais quentes e para "encherem a barriga", ou seja, sustentarem a gente no frio. Para representar com muita fidelidade o estilo, só faltou esta Baden Baden ser mais encorpada. Normalmente as outras são tomadas a mais ou menos 10° C, mas a temperatura de serviço recomendada para este rótulo é de 5° a 7° C, justamente por ser mais suave e mais próxima das cervejas de baixa fermentação do que suas similares. 

Conclusão: a Baden Baden é uma boa cerveja, equilibrada em seu conjunto. Mas, para quem quer uma bock mais "legítima", não é a ideal.

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domingo, 22 de abril de 2012

Anderson Valley Brother David's Triple


Procedência: Estados Unidos da América
Teor alcoólico: 10% vol.
Descrição no rótulo: Cerveja ale de abadia.
Ingredientes: água, malte, lúpulo e levedura.
Recipiente: garrafa (650 mL)
Vai bem com: carnes magras e temperadas, conservas e saladas.
Onde foi comprada: Asgard Pub, Santo André.
Preço: por volta de R$45,00

Minha opinião: no copo, forma espuma densa, levemente amarelada, de média duração. Líquido avermelhado, um pouco opaco. Tem um aroma fresco, com notas de caramelo que lembram a Murphy's Irish Red. O álcool é bastante presente tanto no aroma quanto no sabor, chegando a ser mal inserido. O sabor tem predominância de dulçor e álcool, o que infelizmente deixa um pouco de lado outros traços da bebida. O final é bastante longo.

A Anderson Valley procurou reproduzir o estilo típico das abadias belgas, mas há certas "falhas". As trippel normalmente possuem um conjunto complexo de aromas e sabores, e nisso a Brother David's erra um pouco a mão. O álcool e o açúcar em evidência encobrem o conjunto, o que a torna desequilibrada. 

No Brasil é normalmente vendida na faixa de R$40–R$55. Por este preço, acredito que a brasileira Wäls Trippel e as belgas Tripel Karmeliet e Westmalle Tripel tenham um custo-benefício melhor.

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