quarta-feira, 23 de maio de 2012

Therezópolis Gold


Procedência: Brasil
Teor alcoólico: 5,0% vol.
Descrição no rótulo: Cerveja puro malte tipo lager premium.
Ingredientes: água, malte, lúpulo, antioxidante INS 316 e estabilizante INS 405.
Recipiente: garrafa (600 mL)
Vai bem com: frutos do mar, saladas, queijos de massa filada etc.
Onde foi comprada: Extra Mauá Plaza Shopping
Preço: R$6,99

Minha opinião: cerveja bonita, dourada clara, translúcida, encimada por uma espuma branca, pouco densa e com curta–média duração. Aroma gostoso de lúpulo ― infelizmente misturado com um pouco de DMS ― logo ao abrir a garrafa. O sabor é bem suave, quase aguado: pouco ou nenhum amargor, com carbonatação média. Nos primeiros goles, senti um toque metálico no final. O retrogosto dela é bem discreto.

Percebe-se que esta é uma cerveja de pouca complexidade, para ser tomada bem gelada, acompanhando um churrasco ou alguma porção. Acho que a Therezópolis Gold está um pouco acima da média das cervejas lager que encontramos nos mercados para esta finalidade, mas não tem um custo-benefício bom. Exemplo: hoje a Heineken, no mesmo mercado, estava custando pouco mais de R$6,50 por litro, na versão long neck, enquanto que a Therezópolis, nesta versão 600 mL, sai por mais de R$11,00/L. Isso falando só de preço. A qualidade é algo mais subjetivo, mas eu, particularmente, não a compraria como "arroz-e-feijão".

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Baden Baden Bock


Procedência: Brasil
Teor alcoólico: 6,5% vol.
Descrição no rótulo: Cerveja forte escura tipo bock.
Ingredientes: água, malte, açúcar mascavo, extrato de malte, lúpulo, estabilizante INS 405 e antioxidante INS 316.
Recipiente: garrafa (600 mL)
Vai bem com: "carnes vermelhas, pratos com funghi e queijos como gorgonzola e parmesão."
Onde foi comprada: Coop Ribeirão Pires
Preço: R$10,99

Minha opinião: no copo, forma boa espuma bege, que após alguns minutos deixa uma camada perene sobre o líquido marrom bem escuro. O aroma é predominantemente doce, com um quê de torrefação. O sabor me lembrou levemente chocolate amargo e toffee. O final é suave, sem ficar marcado no paladar por muito tempo.

As cervejas bock são conhecidas como cervejas de inverno, para serem tomadas mais quentes e para "encherem a barriga", ou seja, sustentarem a gente no frio. Para representar com muita fidelidade o estilo, só faltou esta Baden Baden ser mais encorpada. Normalmente as outras são tomadas a mais ou menos 10° C, mas a temperatura de serviço recomendada para este rótulo é de 5° a 7° C, justamente por ser mais suave e mais próxima das cervejas de baixa fermentação do que suas similares. 

Conclusão: a Baden Baden é uma boa cerveja, equilibrada em seu conjunto. Mas, para quem quer uma bock mais "legítima", não é a ideal.

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domingo, 22 de abril de 2012

Anderson Valley Brother David's Triple


Procedência: Estados Unidos da América
Teor alcoólico: 10% vol.
Descrição no rótulo: Cerveja ale de abadia.
Ingredientes: água, malte, lúpulo e levedura.
Recipiente: garrafa (650 mL)
Vai bem com: carnes magras e temperadas, conservas e saladas.
Onde foi comprada: Asgard Pub, Santo André.
Preço: por volta de R$45,00

Minha opinião: no copo, forma espuma densa, levemente amarelada, de média duração. Líquido avermelhado, um pouco opaco. Tem um aroma fresco, com notas de caramelo que lembram a Murphy's Irish Red. O álcool é bastante presente tanto no aroma quanto no sabor, chegando a ser mal inserido. O sabor tem predominância de dulçor e álcool, o que infelizmente deixa um pouco de lado outros traços da bebida. O final é bastante longo.

A Anderson Valley procurou reproduzir o estilo típico das abadias belgas, mas há certas "falhas". As trippel normalmente possuem um conjunto complexo de aromas e sabores, e nisso a Brother David's erra um pouco a mão. O álcool e o açúcar em evidência encobrem o conjunto, o que a torna desequilibrada. 

No Brasil é normalmente vendida na faixa de R$40–R$55. Por este preço, acredito que a brasileira Wäls Trippel e as belgas Tripel Karmeliet e Westmalle Tripel tenham um custo-benefício melhor.

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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Colorado Vixnu


Procedência: Brasil
Teor alcoólico: 9,5% vol.
Descrição no rótulo: Cerveja escura forte ― I.P.A. Imperial
Ingredientes: água, malte de cevada, açúcar de origem vegetal, lúpulo e fermento.
Recipiente: garrafa (600 mL)
Vai bem com: queijos azuis e carnes suaves, como cordeiro, vitela etc.
Onde foi comprada: Asgard Pub, Santo André.
Preço: R$25,00

Minha opinião: creme clarinho, quase branco, persistente, sobre um líquido acobreado. O aroma é frutado e muito fresco, com lúpulo evidente. No sabor, o malte aparece trazendo equilíbrio para o lúpulo. O final é muito longo.

A Vixnu é uma cerveja encorpada, que se impõe do início ao fim, mas não é grosseira. Tem detalhes delicados, como os traços de acidez no aroma e o ótimo contraponto entre a secura aromática do lúpulo e o dulçor e corpo do malte associados ao açúcar mascavo; tudo isso faz dela uma bebida equilibrada que recomendo a todos que gostam de boa cerveja.

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Chimay Red Cap


Procedência: Bélgica 
Teor alcoólico: 7% vol.
Descrição no rótulo de importação: Cerveja tipo ale.
Ingredientes: água, malte, lúpulo, polpa de fruta e leveduras.
Recipiente: garrafa (330 mL)
Vai bem com: carnes fortes e legumes com molhos picantes e/ou salgados.
Onde foi comprada: Asgard Pub, Santo André.
Preço: R$17,90

Minha opinião: forma uma espuma amarelada, bastante encorpada. O líquido é ligeiramente turvo, vermelho escuro. Tem um aroma bem frutado, com notas evidentes de banana e algo cítrico, com traços de torrefação. O sabor é equilibrado, nem doce nem amargo demais, seguindo as nuances do aroma. O final é bem seco e duradouro.

É classificada no mesmo estilo que a Leffe Brune, mas não associei uma à outra imediatamente. Acho que a Chimay Red é mais fiel ao estilo, uma dubbel menos agressiva e mais complexa.

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terça-feira, 10 de abril de 2012

Birra Moretti


Procedência: Itália
Teor alcoólico: 4,6% vol.
Descrição no rótulo de importação: Cerveja Tipo Lager.
Ingredientes: água, malte, cereais não maltados e lúpulo.
Recipiente: long neck (330 mL)
Vai bem com: frutos do mar, saladas, queijos de massa filada etc.
Onde foi comprada: Carrefour da Rua Oratório, Santo André.
Preço: R$4,90

Minha opinião: no copo, forma uma espuma branca, alta e de média–longa duração. O líquido é dourado translúcido, bonito. O aroma é gostoso, bem fresco. O sabor também, com final até que bem seco.

Esta é a segunda vez que tomo a Moretti. Minha opinião sobre ela é a de que é na Itália o que são a Heineken nos Países Baixos e a Stella na Bélgica: não é uma bebida que se destaca porque, apesar de não ter defeitos aparentes, tampouco tem qualidades únicas. Ela cumpre seu papel de cerveja leve, refrescante e agradável de se beber.

Aqui no Brasil, onde se anda vendendo o arroz-com-feijão de outros países como se fosse o suprassumo das cervejas, ela até tem cara de sofisticada, mas eu a vejo como uma lager comum com custo-benefício alto. Vale pela experiência, mas não é algo que eu compraria com frequência quando há outras opções semelhantes ou melhores e com preços mais baixos.

sábado, 24 de março de 2012

Eisenbahn Rauchbier


Procedência: Brasil
Teor alcoólico: 6,5% vol.
Descrição no rótulo: Cerveja puro malte forte escura tipo Rauchbier.
Ingredientes: água, malte e lúpulo.
Recipiente: long neck (355 mL)
Vai bem com: "carnes assadas, peixes defumados e carnes defumadas."
Onde foi comprada: Carrefour da Rua Oratório, Santo André.
Preço: R$4,25

Minha opinião: no copo, forma uma espuma densa e amarelada, que forma uma fina camada perene após alguns minutos. O líquido é vermelho escuro translúcido. O aroma é suave, lupulado e tostado, um pouco doce. O sabor é mais seco do que doce, do início ao fim, com maltes e lúpulo aparecendo bem. O final é longo, mas discreto. 

No geral, achei que ela lembra mais uma pale ale do que uma rauchbier, talvez pelos aromas e sabores mais intensos das ales, mas ainda com o corpo mais leve das lagers. Eu esperava aroma e sabor com mais presença de torrefação. Isso não chega a fazer dela uma cerveja ruim, mas faz com que não seja uma representante muito fiel do estilo.

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quinta-feira, 22 de março de 2012

Hoegaarden


Procedência: Bélgica
Teor alcoólico: 4,9% vol.
Descrição no rótulo de importação: cerveja de trigo.
Ingredientes: água, malte de cevada, trigo, especiarias, lúpulo.
Recipiente: long neck (330 mL)
Vai bem com: frutos do mar, saladas e omeletes.
Onde foi comprada: Carrefour da Rua Oratório, Santo André.
Preço: R$5,49

Minha opinião: cerveja dourada bem clara, quase cor de palha, bem opaca, coroada por um creme branquinho, que desprende um aroma fresco, lupulado e cítrico que me lembrou o da DeuS, mas em menor intensidade. No sabor, o azedinho característico da laranja, com o coentro aparecendo discretamente. O final tem média duração, suave sem ser aguado.

A Hoegaarden é uma das minhas cervejas preferidas. É uma boa alternativa de trigo para as clássicas weissbiers, mais espessas e alcoólicas, e com aroma normalmente de banana. Ela é leve, refrescante e bem aromática devido aos seus temperos que lhe conferem um toque único. Ótima para acompanhar refeições leves como frutos do mar e saladas de folhas ou mesmo pratos mais pesados, como carnes vermelhas, pela acidez.

Foi um prazer reencontrá-la depois de vários meses na prateleira do Carrefour. E, desta vez, com rótulo (e preço) novo:

Rótulo novo à direita

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quinta-feira, 15 de março de 2012

Eisenbahn Kölsch


Procedência: Brasil
Teor alcoólico: 4,8% vol.
Descrição no rótulo: Cerveja tipo Kölsch
Ingredientes: água, malte de cevada, malte de trigo e lúpulo.
Recipiente: long neck (355 mL)
Vai bem com: "ostras, salmão, lagosta, camarão, peixes delicados e omeletes."
Onde foi comprada: Carrefour da Rua Oratório, Santo André.
Preço: R$3,95

Minha opinião: à primeira vista, parece uma pilsen. O líquido dourado, claro e translúcido, é encimado por uma espuma branca e de curta–média duração. O aroma é pouco lupulado, mas ainda assim fresco. O sabor também é pouco lupulado, com o malte aparecendo um pouco mais que o lúpulo; quase não há amargor. O retrogosto é agradável, bastante suave, sem muita duração.

Esta é a segunda vez que a tomo e, infelizmente, senti um pouco de DMS nela. Da primeira vez não tive esse problema, o que me deu a oportunidade de apreciá-la melhor. Como nunca experimentei outro rótulo do mesmo estilo, não sei dizer se ela atende ou não às expectativas de quem a compra esperando uma autêntica representante. Porém, ao ler "malte de trigo", pensei que encontraria uma cerveja mais encorpada e aromática, mas a experiência foi parecida com a de beber uma lager: líquido bem carbonatado, pouco denso. Uma cerveja leve e refrescante, sem grandes toques únicos, que foi muito bem com uma omelete e uma salada de folhas.

Links:
Brejas.com.br: Eisenbahn Kölsch
Rei de Copos: Eisenbahn Kölsch

segunda-feira, 5 de março de 2012

Bishop's Finger


Procedência: Inglaterra
Teor alcoólico: 5,4% vol.
Descrição no rótulo: cerveja escura, forte.
Ingredientes: água, malte de cevada, lúpulo e levedura.
Recipiente: garrafa (500 mL)
Vai bem com: carnes magras, como coelho, faisão e pato.
Onde foi comprada: Pão de Açúcar da Av. Brigadeiro Luís Antônio, São Paulo.
Preço: R$14,90

Minha opinião: gostei muito. Forma um creme claro, um pouco amarelado, de curta–média duração, sobre um líquido cor de acaju muito bonito e translúcido. O aroma é complexo, bem lupulado, principalmente torrado e com algo que remete a madeira, mas não de madeira de lei, mais seca, e sim de "árvores doces" (principalmente frutíferas, com a seiva mais cheirosa). Eu, que esperava um sabor bem amargo, me surpreendi: o sabor em si é agradável, suave sem ser aguado, ligeiramente frutado, e seco no final. Existe um equilíbrio bom entre drinkability e amargor, com corpo leve e carbontação média–alta. O paladar é longo, sem ser muito discreto, mas também sem ser agressivo. Conclusão: é uma ótima cerveja, equilibrada em vários aspectos e com custo-benefício bom.

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